CAPÍTULO 2

ASTROLOGIA, UMA CIÊNCIA MILENAR A SERVIÇO DO CONHECIMENTO HUMANO




A percepção intuitiva da existência de uma consciência cósmica e de padrões mais amplos de influência sobre as realidades e consciências individuais, aliás, é o que fez o ser humano desde sempre se sentir participante de uma ordem maior do que a percebida nos seus domínios imediatos.

Observando, catalogando, analisando e registrando milhares de vezes a ocorrência encadeada de fenômenos naturais e descobrindo, assim, uma intrincada ligação entre estes fenômenos e os acontecimentos banais ou fundamentais de sua vida, o ser humano sempre reverenciou respeitosamente a força dos elementos e a seqüência dos eventos como indícios (ou causas) do que se passava ou estava por lhe acontecer.

Percebeu que no maturar lento e gradual, momento a momento, ciclo a ciclo, das etapas da criação e de suas espécies vivas, parece residir um plano misterioso que se desdobra: cada semente aponta o próximo fruto, em cujo interior estarão depositados os detalhes da semente seguinte. Pré-definindo, assim, as condições dentro das quais a vida, em cada uma de suas múltiplas manifestações, se dará no futuro breve, mediato e longínquo; e determinando, através das tendências de cada momento, o provável processo de desdobramento de cada potencial em realidade.

Tendências, esta a chave do futuro, disponível no presente!

Tendências, a informação fundamental para qualquer entendimento mais amplo da realidade e mesmo sua previsão!



DESDE OS PRIMÓRDIOS
DA CIVILIZAÇÃO...

Em todas as épocas o ser humano buscou em seu entorno sinais indicadores do presente ainda desconhecido e do futuro a se manifestar, tentando descobrir as tendências de cada situação; mais ainda, durante toda a sua história o ser humano tentou participar diretamente do curso dos acontecimentos, buscando influir diretamente em sua ocorrência.

Pinturas rupestres em cavernas pré-históricas sugerem tentativas de facilitar ações de caça e guerra antes mesmo das presas ou rivais terem sido avistados; rituais milenares preservados até hoje nas ilhas do Pacífico Sul e em regiões centrais da África apontam a intenção de influenciar o curso dos acontecimentos naturais e humanos; registros inscritos ou esculpidos em construções megalíticas como as ruínas das civilizações babilônica, egípcia, asteca, pré-incaica e mongólica comprovam a busca de alternativas para superar a fragilidade assustadora frente a qualquer imprevisto ameaçador; complexos sistemas preditivos foram concebidos e desenvolvidos por povos das mais distintas culturas e origens, sempre buscando antecipar-se aos eventos e proteger-se de inconvenientes.

As práticas divinatórias — de "serviço aos deuses", visando obter seus favores — assumiram todas as formas possíveis, dependendo da cultura que as produzia: sementes, pedras, folhas, animais, objetos, substâncias químicas, instrumentos musicais e de percussão, cantos, hinos e cantochões, fumaças e fumigações, peças de artesanato, obras de arte e até mesmo excrementos podiam ser utilizados, desde que realizassem a ponte esperada entre o sagrado e o profano, isto é, "persuadissem" os deuses a informar ao ser humano quais ocorrências estavam se abatendo sobre ele ou estavam por se verificar.

Para tanto, a humanidade sacralizou gatos, escaravelhos, peixes e serpentes, utilizou sementes, inscreveu caracteres, criou objetos de madeira, metal, cerâmica ou vidro, desenvolveu artefatos têxteis, queimou ervas aromáticas, venerou pedras esculpidas, folhas ou vísceras e até mesmo concebeu intricadas práticas ritualísticas, combinando dança, música e cantos, para seduzir e perscrutar os deuses, deles tentando obter informação, a sempre preciosa informação sobre a realidade concreta.

Basta lembrar que o herói grego Prometeu nunca foi perdoado pelos deuses do Olimpo, após sua tentativa (bem sucedida) de roubar o fogo dos céus e distribuí-lo entre os homens, ampliando-lhes a consciência e aumentando-lhes o poder sobre o futuro!

Porque sempre se tratou de obter informação, informação que ampliasse o conhecimento humano e aumentasse sua possibilidade de sobrevivência e de construção de felicidade para si e para os seus.

Com a leitura de folhas de coca, como nas práticas andinas desde tempos pré-incaicos; através do jogo de varetas ou de moedas, como no milenar I Ching chinês; jogando pedrinhas cobertas de inscrições, como nas runas célticas; analisando demoradamente a simbologia de cartas, como no medieval Tarot de Marseille; ou apenas observando as estrelas e registrando o cadenciado movimento dos astros no firmamento, como na astrologia, o ser humano buscou sempre encontrar condições para sobreviver e se organizar em meio ao aparente caos da realidade.



A IMPORTÂNCIA DOS
SÍMBOLOS MÁGICOS

Mas de todos os recursos "mágicos" criados pela humanidade, a astrologia sempre foi o mais encontradiço: todas as culturas, independente de sua localização geográfica, condições climáticas e grau de desenvolvimento comercial, agrícola ou artesanal, tiveram algum nível de prática astrológica.

Por uma simples razão: como diz o ditado popular, o sol nasce para todos!

Isto é: em todas as latitudes e longitudes e em todas as épocas o ser humano teve sobre si o céu e os astros, em sua inexorável mas ritmada mutação; gradativamente, no suceder de incontáveis gerações, nexos de "coincidência" foram observados e registrados, permitindo o acúmulo de informações sobre padrões que tendiam a se repetir, independentemente das condições que parecessem predominar.

A cada vez que um certo astro, planeta ou estrela, executava um movimento nos céus, determinada ocorrência era observada na Terra; a cada vez que uma certa combinação de astros "lá" se dava, determinada sucessão de acontecimentos "aqui" se produzia.

Sempre fazendo supor a existência de algum nível de "ligação" entre os corpos celestes — "com toda certeza divinos!" — e os acontecimentos mais vitais ou comezinhos do ser humano e de sua vida.

Fragmentos de tábuas de barro cozido encontrados no que hoje corresponde ao Oriente Médio indicam que sumérios, hititas, caldeus e babilônios já praticavam a "leitura" dos astros e ousavam interpretar o significado de seus movimentos há pelo menos vinte milênios; calendários em pedra polida encontrados pelos conquistadores espanhóis na costa pacífica da América do Sul e nas regiões da América Central apontam ocorrência semelhante; registros milenares em sânscrito atestam que a prática da astrologia já era desenvolvida nas primeiras civilizações do sub-continente hindu; e tradições até hoje mantidas pelo sufismo árabe (o misticismo islâmico) ou pela kaballah hebraica não fazem outra coisa senão sinalizar a mesma realidade.

Todavia, para todos estes povos — e até mesmo para o pensamento europeu da Idade Média, berço da cultura ocidental — tratava-se, todo o tempo, apenas de saber com antecipação o que já se supunha predestinado a acontecer. Nada mais havia a fazer senão vergar-se à impiedosa força do destino, que em seu movimento supostamente circular obrigava todos os seres a acontecimentos independentes de suas vontades individuais.

Muitos dos antropólogos que se detiveram a estudar manifestações humanas como a magia e a religião ensinam que o que distingue uma da outra é a suposição central da magia no sentido de se poder interferir ativamente na realidade, ao passo que a religião se caracteriza por uma atitude contemplativa frente a uma realidade tida como imutável.

(Neste sentido, em termos históricos, a Ciência é "filha" da magia, e não da religião, pois a busca incessante de conhecimentos, atributo central da atitude científica, nada mais visa senão aumentar a capacidade humana de interferir no real! E não para outra coisa é que tantos sistemas de conhecimento divinatório, também chamados de Ciências Arcanas — do latim arcanu, "mistério" —, foram também desenvolvidos...)

Mas o que poderia o ser humano de priscas eras supor, senão o fato de que os movimentos celestes provocavam os acontecimentos terrestres e humanos? Afinal, neles não viviam deuses?

Poderiam nossos antepassados crer em outra coisa senão em uma suposta força causal possuída pelos movimentos celestes? Num mundo pré-científico, no qual nada se sabia de eletromagnetismo, "buracos negros", força nuclear forte ou fraca, partículas subatômicas, fusão nuclear ou mesmo Física, Química e Psicologia, poderiam os homens e mulheres daquelas épocas conceber outra possibilidade que não a da predestinação e da influência direta dos astros sobre o destino de cada ser vivo?

E não estou falando apenas de homens que viviam na barbárie ou em estágios um pouco mais elevados de civilizações já existentes: o astrólogo Jean Baptiste Morin de Villefranche (1583-1656), que serviu ao Cardeal de Richelieu e a toda a corte de Paris no Século XVII, a Cidade-Luz, editou uma extensa obra (L'Astrologie gauloise) cujo título principal era Teoria da determinação ativa dos corpos celestes, o que não deixa dúvidas sobre a suposição até então predominante.

Mesmo a astrologia que se praticou na Europa a partir do Século XIX foi fortemente marcada por estas noções deterministas: influenciadas pela produção teórica de Helena Petrovna Blavatsky, fundadora e líder do movimento político-espiritualista da Teosofia, e pelas noções reencarnatórias que o pensamento hinduísta desenvolvera no correr de séculos no sub-continente indiano, Alice Bayley e Annie Besant desenvolveram uma astrologia fortemente alicerçada na idéia de que tudo o que ocorria na vida de uma pessoa era sempre "carma" do passado sendo cumprido nesta vida, num infindável "acerto cósmico de contas".

Esta mesma veia reencarnacionista se espraiou pelo trabalho de astrólogos adeptos do Espiritismo, movimento espiritualista com colorações próprias desenvolvido a partir do trabalho de Allan Kardec, pseudônimo do francês Hippolyte Leon Denizard Rivail, que em 1856 publicara O livro dos espíritos e dera início a este movimento.

Assim, pouco restava a fazer além de conviver com um fatalismo imobilista: num primeiro momento, as condições humanas foram vistas como meras decorrências da vontade de deuses encarnados nos astros, os quais deveriam ser aplacados em sua ira ou satisfeitos em seus desejos; num momento seguinte, estas mesmas condições passaram a ser vistas como nada mais senão etapas de um longo trabalho multissecular de purgação, alma a alma, de "más ações" algum dia praticadas.

Pior ainda: ainda hoje, em pleno final do segundo milênio, ainda há quem afirme que os planetas "atuam energeticamente" sobre a ocorrência dos fatos e o desenrolar dos processos, misturando noções da Física apreendidas superficialmente com superstições de um passado já distante. Sem sequer cogitar sobre o fato de que os "planetas" utilizados pela astrologia em sua busca de conhecimentos correspondem apenas a recursos simbólicos, meramente simbólicos, transitando por pontos imaginários do espaço, tais pessoas continuam se supondo à mercê de forças maiores do que elas e situadas fora de si mesmas, contra as quais nada se pode fazer...

Como, então, devolver ao ser humano a possibilidade de crer que pode interferir ativamente em seu próprio destino e nas condições de vida que ele mesmo vem produzindo, em suas escolhas, ações e atitudes?



O SURGIMENTO
DA ASTROLOGIA HUMANISTA

Por volta do ano de 1930 a resposta começou a ser dada, através do trabalho pioneiro do pintor, escritor, músico e astrólogo parisiense (mas radicado norte-americano) Dane Rudhyar.

Profundamente influenciado pela produção teórica da Psicologia dos começos deste século, a qual pela primeira vez na cultura ocidental hipotetizava a existência de camadas inconscientes na psique humana e demonstrava que tais camadas eram as verdadeiras determinantes da conduta individual (como vimos no capítulo anterior), Rudhyar lançou em 1936 seu livro A astrologia da personalidade e nele propôs o que chamou de Astrologia humanista ou astrologia centrada na pessoa, contrapondo-se ao que era, até então, astrologia centrada nos eventos.

(É ele mesmo quem nos relata, em seu livro Da Astrologia humanista à astrologia Transpessoal, de 1982, três anos antes de seu falecimento: "só me familiarizei completamente com as idéias de Jung no verão de 1933, enquanto estava no rancho da sra. Garland, no Novo México, onde li todas as suas obras então traduzidas. Imediatamente me ocorreu que poderia desenvolver uma série de conexões entre os conceitos de Jung e um tipo reformulado de astrologia".)

Ora, cogitava ele nos idos dos '30, se as ações de uma pessoa atendem sempre a necessidades profundas sentidas por ela e originárias de seu próprio inconsciente, mesmo que tais necessidades a venham obrigando a fazer "escolhas" ou a praticar ações que a infelicitem, a astrologia deveria ser utilizada para facilitar a descoberta destas necessidades profundas, devolvendo ao indivíduo as condições necessárias para realizar escolhas conscientes mais adequadas entre as múltiplas alternativas de cada momento.

Em outras palavras, a astrologia deveria servir como recurso para devolver ao ser humano a possibilidade de exercer seu livre arbítrio a partir do entendimento de quais conteúdos inconscientes efetivamente dirigem o seu comportamento a cada momento e por toda a vida!

Se até então o foco de atenção da astrologia se voltava aos eventos que ocorriam na vida de uma pessoa de modo aparentemente independente de sua vontade, como se havia acreditado desde sempre, apenas o entendimento da existência de desejos inconscientes como origem de tais eventos poderia inverter o foco tradicional de interesse da astrologia e servir de instrumento realmente útil na detecção e desmobilização destes desejos.

Desejos?, perguntaria alguém, ao pensar em "desejo de ser infeliz", "desejo de morrer", "desejo de fracassar" e assim por diante. Sim, desejos!, não de ser infeliz, fracassar ou até mesmo morrer, mas desejos de outro tipo que, ao se manifestarem, provocam atitudes ou escolhas que levam à infelicidade, ao fracasso ou até à morte!

Rudhyar já sabia, pois a Psicologia o comprovara, que quanto mais inconsciente for um certo conteúdo psíquico, mais compulsiva será sua eventual manifestação externa; afinal, se compete ao ego coordenar as ações necessárias para a satisfação do conjunto das necessidades de uma pessoa a cada instante de sua vida, um conteúdo inconsciente que escape ao controle do ego pode se manifestar de modo não integrado com os outros conteúdos da consciência (julgamentos, deduções, dados de memória, novas informações etc.) e assumir manifestação independente, muitas vezes até mesmo determinando o conjunto global de comportamentos da pessoa.

Estes movimentos autônomos da psique, como os denomina a Psicologia contemporânea, são conhecidos popularmente como "aquele impulso que me veio de dentro e me levou a fazer o que eu fiz, mesmo não querendo!".

Sempre a serviço de desejos inconscientes retidos na memória desde a infância, como veremos no correr deste livro, os quais podem ser diagnosticados pela astrologia e trabalhados clinicamente.



O DESENVOLVIMENTO
DA ASTROLOGIA CLÍNICA

O trabalho de Dane Rudhyar foi inovador e representou uma guinada de 180 graus no pensamento astrológico ocidental contemporâneo; neste sentido, assim como havíamos tido no correr da história filósofos que produziram teoria psicológica, sempre dentro de seu momento histórico e a partir dos conhecimentos de sua época, Dane Rudhyar construiu uma nova abordagem filosófica da astrologia a partir dos conhecimentos psicológicos de seu momento histórico, dando-lhe uma dimensão até então inexistente.

A partir daquele instante a astrologia passava a possuir um modelo teórico central em torno do qual organizar todas as informações que enriquecessem sua possibilidade de dar ao homem explicações coerentes sobre si mesmo: o conjunto simbólico registrado numa carta astrológica natal indica a estrutura e a dinâmica básicas do sistema ao qual esta carta se refere e, portanto, aponta suas principais tendências.

Então, pôde-se deixar de supor que os "planetas" ali indicados causavam o que estava prognosticado para a existência daquele sistema (seja pessoa, empresa, país etc.), pois, ao contrário, apenas indicam as tendências do que ocorreria com aquele sistema em função de sua estrutura e de sua dinâmica próprias.

Conseqüentemente — e no que diz respeito a um indivíduo, âmbito exclusivo de preocupação da Astrologia Clínica —, se fosse alterada a estrutura ou a dinâmica do sistema inconsciente de uma pessoa, seriam também alteradas as tendências daquele sistema pessoal e suas formas de comportamento, sempre a partir do confronto com os dados inequívocos de sua realidade humana (pessoal, familiar e social) e da opção responsável pelas várias atitudes de que é capaz.

Com isto, abalava-se o imobilismo e o fatalismo que por tantos séculos imperara na astrologia ocidental, abrindo a possibilidade de o ser humano, ao ter conhecimento consciente da estrutura e da dinâmica de seu próprio psiquismo, através da carta astrológica natal, interferir produtivamente em sua realidade interna inconsciente, a principal determinante de seu comportamento.

Muitos passaram a ser, então, os bioquímicos, neurologistas, psicólogos, psiquiatras e profissionais de outras áreas que colaboraram com o desenvolvimento da moderna Astrologia Clínica, cada vez mais voltada ao diagnóstico e à compreensão das razões internas do comportamento de uma pessoa e menos voltada a simplesmente apontar os tipos de acontecimentos que esta pessoa viveria em determinados momentos de sua vida.

Alexander Ruperti, André Barbault, Betty Lundsted, Geoffrey Dean, Gregory Szanto, Jeff Mayo, Howard Sasportas, Karen Hamaker-Zondag, Liz Greene, Michel Gauquelin, Noel Til, Robert C. Jansky, Robert Hand e Stephen Arroyo foram alguns dos matemáticos, psicólogos, bioquímicos, pedagogos e médicos que vieram enriquecendo esta nova possibilidade do pensamento astrológico, desde Dane Rudhyar.

Com isto, até o trabalho de astrólogos tradicionais, como Alan Leo e Charles Carter, entre muitos outros, pôde ser retomado e enriquecido, agora sob novas luzes.



O TRABALHO
EM CONSULTÓRIOS

Com uma sensível vantagem, fruto da ciência do Século XX: agora, as noções tradicionais — e principalmente as novas descobertas da astrologia — podiam ser checadas em consultório ou laboratório, para aferição de veracidade e ajuste de procedimentos, visando a seu constante aperfeiçoamento.

Afinal, se uma teoria não se ajusta à realidade, é a teoria que deve ser alterada, pois com certeza ela apresenta distorções conceituais, falsas premissas ou inverdades.

Assim, por exemplo, velhos axiomas astrológicos sobre a relação entre os símbolos astrológicos e certas funções corporais ou perfis de personalidade puderam passar a ser minuciosamente submetidos à verificação; para tanto, bioquímicos como Robert C. Jansky foram aos microscópios e tubos de ensaio e verificaram a veracidade daquelas suposições. Ao mesmo tempo, outros axiomas astrológicos prognosticavam disfunções orgânicas (de fundo emocional) em certos casos; psicólogos como Liz Greene ou Howard Sasportas e matemáticos estatísticos como Stephen Arroyo ou Robert Hand puderam verificar em consultório ou através de métodos psicométricos, apoiados na moderna informática, a veracidade daquelas afirmações.

Em outros casos, o tratamento de distúrbios emocionais ou mesmo orgânicos mostrou sensível ganho de eficiência com a utilização da astrologia como técnica auxiliar de diagnóstico, como o próprio Jung relata em alguns de seus ensaios.

E pouco a pouco se comprovou a extrema utilidade da ferramenta astrológica no diagnóstico das condições internas que determinam certas tendências pessoais, sejam elas comportamentais e de base psicoemocional, sejam elas somáticas e de base orgânica; boa parte de tais conquistas se deve a atividades em outras áreas de pesquisa científica, como Genética, Endocrinologia, Fisiologia Celular, Neurobioquímica, Psicobioquímica e demais áreas de estudo, que vieram enriquecendo sobremaneira o patrimônio de informações clínicas da moderna astrologia.

Agora, contando com instrumental poderoso de investigação, estudo, análise e registro de dados, inexistente anos atrás: computadores de avançada geração, moderníssimos laboratórios de exames, consultórios de atendimento médico ou psicológico, técnicas diagnósticas muito sofisticadas e fácil disseminação ou intercâmbio de informações entre cientistas de diferentes países, para consolidação de conhecimentos.

Para que a astrologia gradativamente ofereça mais e mais recursos de informação à ciência, atuando como vigorosa ferramenta de ampliação da possibilidade humana de interferir produtivamente em si mesma e na realidade que a cerca.



Índice
Capítulo 3
Ajuda



© Copyright 1999 LUZcom Interactive - Todos os direitos são reservados